22°C 35°C
Campo Grande, MS
Publicidade

Representantes de pessoas autistas cobram oportunidades e respeito às singularidades

Will Shutter / Câmara dos Deputados Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista Garantia de oportunidades, capacitação...

28/06/2023 às 10h21
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Compartilhe:
Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista - (Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados)
Erika Kokay preside a audiência que comemorou o Dia do Orgulho Autista - (Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados)

Garantia de oportunidades, capacitação de pais e responsáveis e respeito à diversidade foram os pleitos apresentados pelos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (27), para comemorar o Dia do Orgulho Autista.

A data, celebrada em 18 de junho, busca garantir o protagonismo dos autistas na defesa dos seus direitos.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a realização do debate, defendeu o fim do capacitismo estrutural como forma de garantir os direitos plenos dos autistas. “Quem disse que tem que se determinar como nós somos, como nós falamos? A sociedade é deficiente quando não permite que as pessoas possam se expressar com sua singularidade”, disse.

“Pessoas autistas são parte da diversidade humana e da humanidade. Nós também queremos ser celebrados e valorizados", reforçou a representante da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça) Fernanda Santana.

"Precisamos de compreensão, de respeito e da garantia de oportunidades em igualdade de condições com as outras pessoas", acrescentou Fernanda, ressaltando que essa igualdade implica em acessibilidade, adaptações razoáveis, apoios e serviços.

Capacitação de pais
Já Paula de Luca, representante do Grupo Ilha Azul (associação de pais, familiares e amigos de pessoas com transtorno do espectro autista), afirmou que é preciso capacitar os pais para a realização das terapias que fazem toda a diferença na vida do autista.

“Quando os pais ou responsáveis são treinados para lidar com essas pessoas autistas eles conseguem evoluir muito mais porque não adianta só a terapia na clínica”, alertou Paula.

A servidora do Ministério dos Direitos Humanos Roselene Alves, que é autista e atualmente faz doutorado na Universidade de Brasília, corroborou a importância dessas terapias. “A minha família me estimulou muito, ela não me tratou como um fardo. Quando a pessoa com deficiência, principalmente a pessoa autista, tem um suporte mínimo, ela vai longe", disse Roselene.

Por fim, a presidente da Comissão dos Direitos do Autista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Larissa Argenta, lembrou que já existe legislação que garante os direitos dos autistas (Lei 12.764/12), mas é preciso que as políticas públicas sejam implementadas.

 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Campo Grande, MS
28°
Tempo limpo

Mín. 22° Máx. 35°

28° Sensação
7.19km/h Vento
41% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
07h05 Nascer do sol
18h23 Pôr do sol
Dom 36° 26°
Seg 35° 22°
Ter 34° 20°
Qua 37° 22°
Qui 37° 24°
Atualizado às 09h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,08 +0,04%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 350,227,76 +0,04%
Ibovespa
172,513,42 pts -1.73%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio