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Com investimento em tecnologia e inteligência, apreensões de cocaína aumentaram 82% em MS

Resultado dos investimentos feitos pelo Governo do Estado em infraestrutura, tecnologia e inteligência, as apreensões de cocaína em Mato Grosso do ...

19/01/2023 às 05h50
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Divulgação/Sejusp
Divulgação/Sejusp

Resultado dos investimentos feitos pelo Governo do Estado em infraestrutura, tecnologia e inteligência, as apreensões de cocaína em Mato Grosso do Sul aumentaram expressivamente no comparativo entre 2021 e 2022, totalizando um crescimento de 82% entre os dois períodos, de acordo com o levantamento da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

Em 2021 foram apreendidas 6,1 toneladas de cocaína em todo Estado. Já em 2022 a quantidade quase duplicou, saltando para 11,2 toneladas. A apreensão de pasta base também foi maior, conforme o relatório apresentado pela Sejusp. De 1,8 tonelada em 2021, cresceu para 5,4 toneladas no ano seguinte. O montante representa apreensões realizadas por todas as forças estaduais de segurança.

“O aumento ou a diminuição das apreensões estão diretamente ligados ao movimento do crime organizado. O investimento feito na inteligência, na infraestrutura e também na tecnologia das policias resulta nas grandes quantidades de apreensões de drogas. E o trabalho do núcleo de inteligência é fundamental para entender a dinâmica do tráfico, que muda constantemente. A aquisição de viaturas, uniformes, armamento permite que façamos um bom trabalho”, explica o coronel Wagner Ferreira da Silva, diretor do DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

Conforme o coronel Wagner, o investimento financeiro proporciona resultados positivos no combate ao tráfico. “Há algum tempo tivemos um movimento do crime organizado e a cocaína boliviana que entrava no País por terra passou a chegar por uma rota aérea. Os novos radares de controle aéreo, ao custo de mais de R$ 120 milhões, instalados no Estado em pontos estratégicos, fizeram com que as apreensões aumentassem e muitas cargas e aeronaves foram interceptadas”.

Estes radares aéreos - dois deles implantados na região de fronteira com o Paraguai (Ponta Porã e Porto Murtinho) e um na região de fronteira com a Bolívia (Corumbá) - fizeram com que omodus operandidas organizações criminosas deixa-se de ser vantajoso, forçando a volta do tráfico para as estradas estaduais.

E para acompanhar a dinâmica deste crime, seja com o DOF, atuante na região de fronteira, ou nas estradas estaduais, fiscalizadas pelo Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), o trabalho da inteligência é o ponto principal. “O trabalho desenvolvido pela inteligência é primordial. É através dele que recebemos as informações e conseguimos fazer as interceptações”, afirmou o comandante do BPMRv, Tenente-Coronel Wilmar Fernandes.

Outro ponto chave para o coronel Wilmar é o preparo do efetivo, que segundo ele é fator decisivo para o montante de drogas apreendidas nas estradas.  “O preparo constante dos policiais e as instruções habituais recebidas por eles aperfeiçoam o trabalho desenvolvido pela equipe”, salientou.

Fotos: Divulgação/Sejusp

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