11/05/2020 às 21h54min - Atualizada em 11/05/2020 às 21h54min

Credibilidade da empresa: como manter a reputação em tempos de fake news

Continue a leitura e descubra como uma organização pode se precaver com relação a problemas relacionados à divulgação de notícias falsas.

Redação
Reprodução
Por trás das telas, muitos usuários da internet se sentem à vontade para expressar suas opiniões com veemência. Porém, em diversas situações, as publicações não são baseadas em fatos reais, mas, sim, em histórias parcialmente distorcidas ou, em alguns casos, inventadas. A facilidade de compartilhamento contribui para espalhar a falsa notícia até que ela tome proporções virais, difamando organizações públicas ou privadas e afetando a credibilidade da empresa.

E quanto ao seu negócio? Ele está preparado para lidar com fake news e proteger a reputação da empresa? É sobre esse tema que vamos falar neste artigo. Continue a leitura e descubra como uma organização pode se precaver com relação a problemas relacionados à divulgação de notícias falsas.

O perigo das fake news

Embora o termo fake news tenha recebido mais destaque ultimamente, há muito tempo a divulgação de notícias falsas prejudica empresas e pessoas. Um dos casos mais conhecidos no noticiário brasileiro foi o da Escola Base, que sofreu com acusações infundadas de assédio aos alunos. Os sócios tiveram suas vidas e a empresa destruídas. Muito tempo depois, provou-se que as acusações eram falsas, mas o estrago já estava feito.

A grande questão é que hoje existem meios para disseminar fake news com muito mais facilidade. Sem checar a veracidade dos fatos, os usuários da internet se dispõem a compartilhar publicações que consideram chocantes, causando enormes transtornos e minando a credibilidade de organizações.


A repercussão é tão grande que, segundo investigações realizadas por várias agências, até as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos sofreram interferência de fake news. Hackers, supostamente russos, teriam propagado mentiras em redes sociais. Elas direcionaram a opinião pública contra a candidata Hillary Clinton e favoreceram a eleição de Donald Trump.

Como as fake news ameaçam as empresas

Basicamente, existem duas formas de uma empresa ter sua credibilidade afetada pelas fake news. A primeira é uma maneira passiva, na qual a organização é difamada nas redes sociais, tem sua imagem impactada negativamente por mentiras e sofre prejuízos decorrentes da viralização de informações falsas.

A segunda forma é ativa. Isso significa que a empresa precisa tomar muito cuidado para não se tornar uma propagadora de fake news. Nem sempre isso acontece propositalmente. Uma organização pode divulgar informações não confirmadas e dados que não condizem com a realidade.

Pode até ser que essa divulgação decorra de uma empolgação para divulgar alguma novidade, por exemplo, para fazer networking e atrair olhares. Um possível cenário: a empresa encontra resultados de uma pesquisa ou uma matéria jornalística que favorece seu negócio. Sem checar devidamente as fontes, usa seus canais para propagar notícias falsas.


Em ambos os casos, formas ativa e passiva, a credibilidade da empresa é prejudicada. Da mesma maneira que a internet e as redes sociais facilitam a comunicação e o relacionamento com os consumidores, ela torna esses erros conhecidos do grande público, que apontará essas falhas.

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comunicação Social (Aberje) mostrou os principais impactos das fake news sobre as organizações:
  • danos à reputação da marca (91%);
  • danos à imagem da empresa como um todo (77%);
  • prejuízos financeiros (40%);
  • perda de credibilidade (40%).

Ainda falando sobre as eleições de Donald Trump, houve um fato que prejudicou a PepsiCo. Meios de comunicação divulgaram que o CEO da companhia teria dito aos simpatizantes desse candidato que “comprassem os produtos da marca em outro lugar”. No entanto, essa declaração era falsa.

Como resultado, muitos seguidores de Trump boicotaram a marca. No dia da notícia, a venda dos produtos foi reduzida em 35%. O preço das ações caiu em mais de 6 dólares e esse prejuízo só foi contido depois que a empresa se posicionou oficialmente e negou a declaração.

(Fonte: Meu Positivo)
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