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TCE-MS quer saber eficácia da Coronavac aplicada com atraso

Muitas pessoas estão recebendo a segunda dose fora do prazo recomendado pelo Instituto Butantan

14/05/2021 às 10h14
Por: Redação
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TCE-MS quer saber eficácia da Coronavac aplicada com atraso

O ouvidor do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, conselheiro Osmar Jeronymo, recomendou hoje ao prefeito do município de Campo Grande, Marcos Trad, e ao secretário de saúde da Capital, José Mauro Pinto de Castro Filho, que sejam realizados testes para verificar a eficácia da vacina Coronovac nas pessoas que estão recebendo a segunda dose fora do prazo recomendado pelo Instituto Butantan.

O conselheiro, que é o relator das contas do município de Campo Grande, argumenta que, o Instituto Butantan especifica a aplicação em duas doses, com intervalo de duas a quatro semanas o que, com a demora por parte do Governo Federal na entrega das vacinas Coronavac, não está sendo possível cumprir.

Segundo a recomendação, a secretaria de Estado de Saúde, em 6 de maio informou que são necessárias 134 mil doses de Coronavac para concluir a imunização das pessoas, com atraso, na aplicação da segunda dose no Estado.

Para o conselheiro Osmar Jeronymo, como milhares de residentes na Capital serão vacinados com intervalo superior ao determinado, é necessário que após a aplicação da segunda dose da Coronavac em atraso, sejam efetuados testes adequados para verificar a eficácia da vacina nesse grupo, como forma de orientar a conduta a ser adotada por este município.

De acordo com recente publicação no Canaltech, para entender se a vacina contra a COVID-19 desencadeou uma resposta imunológica no paciente, é possível verificar o efeito através de sorologias (exames de sangue), específicos para esta finalidade. "A diferença das sorologias anteriormente utilizadas para avaliar a cura da COVID-19 é que essas sorologias devem ser direcionadas para antígenos específicos utilizados nas vacinas. Nesses testes para a avaliação vacinal são pesquisados os anticorpos contra a proteína S, ou a espícula viral do coronavírus, que é o principal substrato das vacinas", explica o doutor Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML).

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