02/01/2020 às 17h20min - Atualizada em 02/01/2020 às 17h20min

109% é abusivo? preço da carne assusta consumidor campo-grandense

Sem pesquisar, clientes pagarão 109% mais caro.

Redação
Com a chegada das festas de fim de ano, os preços dos produtos sobem em função da alta demanda. Nesta lista estão os cortes de carne bovina, suína e ave, protagonistas das festas natalinas e a esperada virada de ano. Ou seja, o fim do ano foi amargo no bolso do contribuinte ou foi com menos carne.

O Procon Campo Grande realizou a pesquisa nos dias 17 e 18 de dezembro, em dezesseis estabelecimentos comerciais, sendo oito casas de carnes e oito supermercados, nesta Capital. Os produtos foram cortes de carnes bovinas de 1ª (primeira) e 2ª (segunda), suína e de ave.

Obteve-se uma grande variação de 109% no corte da carne bovina de 2ª (segunda) – músculo, com o menor preço de R$ 16,95 no Supermercado Mister Júnior e o maior preço de R$ 35,49 no Extra Hipermercado. Outro corte de carne com variação acima de cem por cento foi a maminha – carne bovina de 1ª (primeira), sendo o menor preço encontrado de R$ 25,99 no Supermercado São João e o maior preço de R$ 52,99 no Extra Hipermercado, chegando a variação de 104%.

A variação é uma afronta a realidade das famílias que tiveram uma "mixaria" de aumento salarial, com apenas R$ 41,00 adicionados ao valor.

Em sequência foram listadas outras variações altas encontradas entre o menor e o maior preços pesquisados nas casas de carnes e supermercados:

– Corte de carne de ave – “peito”: 104%;
– Corte de carne suína – “costela”: 101%;
– Corte de carne de frango – “frango inteiro”: 99%;
– Corte de carne suína – “lombo”: 92%;
– Corte de carne bovina, carne de 1ª (primeira) – picanha: 91%;
– Corte de carne de ave – coxa e sobrecoxa: 79%;
– Corte de carne suína – paleta e pernil: 73%.

Levando em conta, a grande mídia em cima do aumento dos cortes das carnes, principalmente a carne bovina, comparamos esta pesquisa com a realizada em agosto de 2019, com o intuito de mensurar a alta de preços.

Enquanto os preços sobrem, como carne, água, luz, transporte coletivo, material escolar, gasolina, o salário do brasileiro subiu apenas R$ 41,00, ou seja, em desacordo com a necessidade da população.
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