Nesta quinta-feira, dia 1º, o presidente da Santa Casa de Campo Grande, Heitor Rodrigues Freire e a vice-presidente, Alir Terra Lima, juntamente com os membros das diretorias Corporativa e Executiva estiveram reunidos com o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlão, e os vereadores, dr. Victor Rocha, Ayrton Araújo, dr. Loester, prof. André Luis e Tabosa para falarem sobre a atual situação financeira da Instituição, a contratualização com a Prefeitura Municipal, o piso salarial aprovado da Enfermagem e o custeio do pagamento desse valor para a categoria.
O presidente da Santa Casa destacou que, “há urgência de uma resolução sobre a contratualização com a prefeitura, para que possa ser mantido o atendimento para a população com segurança e qualidade, além do custeio da entidade e o cumprimento do pagamento em dia do salário dos nossos profissionais, que se dedicam todos os dias em prol a vida”, disse.
Sobre a situação apresentada, o presidente da Câmara se comprometeu em montar uma comissão com os vereadores e se reunirem juntamente com os representantes do hospital para um encontro com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, para falar sobre a contratualização. “Temos que ajudar a Santa Casa e faremos tudo dentro do nosso alcance para que essa questão contratual seja resolvida pelo menos para esse ano de 2022”, destacou Carlão.
Na ocasião, a vice-presidente do hospital, enfatizou que a falta de recursos impacta diretamente na saúde dos pacientes e no abastecimento de insumos e medicamentos. “A Santa Casa foi multada pelo Corpo de Bombeiros, por não ter instalado uma porta de incêndio, mas nós tivemos que optar por comprar um contraste e dar continuidade aos atendimentos do SUS com recurso da linha privada, ou seja, tivemos que fazer uma escolha, e que, com certeza, será sempre pela vida dos pacientes. Infelizmente, não temos mais como sustentar essa situação, precisamos receber pelos nossos serviços prestados de forma digna e justa”, afirmou Alir.
No próximo dia 9 de setembro, haverá uma audiência pública sobre a Santa Casa, na Câmara Municipal e para os próximos dias será definido a data da reunião na prefeitura para se chegar em uma resolução sobre a contratualização.
“A Santa Casa é o maior hospital do Estado e com especialidades de referências exclusivas. O que eles estão propondo é justo e precisa do nosso apoio, pois em em 2016, o recurso que a SESAU gastava para a folha de pagamento era em torno de 40 milhões e hoje são 60 milhões, ou seja, quase 50% a mais enquanto a Santa Casa que tinha um contrato de 20 milhões, hoje não chega a 24,5 milhões. Teve 20% de reajuste para Santa Casa, enquanto a folha de pagamento aumentou 20 milhões a mais, sendo ambos são para ao atendimento à saúde”, destacou o dr. Victor Rocha.
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