13/08/2019 às 08h50min - Atualizada em 13/08/2019 às 08h50min

Entenda o que pode ter motivado Bolsonaro a dar fim nos radares móveis

Redação
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O anúncio do desligamento oficial e definitivo dos radares móveis, por decisão do presidente Jair Bolsonaro, foi amplamente criticado por lideranças que atuam em órgãos de trânsito no país, tanto na esfera estadual quanto municipal.

O presidente vai cumprir uma promessa que fez com seus eleitores, de "dar fim a esses caçadores de dinheiro" que não contribuem para um trânsito melhor. Pelo menos é o que dizem os apoiadores da medida. Quem atua em órgãos de trânsito, dirá que é um perigo, pois os radares obrigam os motoristas a reduzirem a velocidade e assim conseguem evitar acidentes e preservar vidas, mas o fato é que um radar não pode ter somente esta característica.

Por onde se anda no Brasil, os radares são apelidados pela sociedade de "mais um instrumento da indústria da multa", pois o trânsito permenece bagunçado em determinadas regiões, tem casos que com ou sem radar os índices de acidentes e mortes não reduzem, pelo contrário, muitas vezes até aumenta em determinados trechos, e os milhões arrecadados com as multas vão para os cofres públicos que, muitas vezes, a sociedade não enxerga aonde é aplicado esse montante.

Campanhas educativas? Sim, muitos órgãos de trânsito realizam e acreditamos que parte deste dinheiro investido nas campanhas seja da fonte de pagamento das multas emitidas pelos radares, mas ainda é pouco. Em muitas capitais, por exemplo, as campanhas de "atravessar na faixa", "cuidado, escola", e a falta de sinalização em inúmeros pontos críticos da cidade, ainda precisam ser retomadas urgentemente.

Outro recurso que é disponibilizado aos órgãos de trânsito e que a sociedade nunca viu uma prestação de contas é a cotaparte arrecadada da empresa que administra os estacionamentos, ou seja, que cobra os estacionamentos em área pública, na região central e, parte do dinheiro arrecadado, deve ou deveria ser destinada ao município para investir em ações de trânsito.

Essas ações até podem ocorrer, o dinheiro até pode estar sendo arrecadado pelo poder público, mas fato é que nunca se viu uma prestação de contas disso. O cidadão nunca viu uma publicidade dizendo o quanto foi arrecadado pelo pela empresa e o quanto foi repassado para a prefeitura. Esse repasse precisa ser fiscalizado pela Câmara Municipal, no grupo de vereadores que atua nas questões do Trânsito, que também nunca ouvimos falar de medidas ou audiências públicas por parte da Comissão de Transporte e Trânsito.

Muito se cobra, por exemplo, do valor que envolve as empresas de ônibus licitadas para ofertar os serviços de transporte coletivo nas Capitais, mas e as demais empresas que são geridas por meio de licitações ou seleção pública? como essas empresas prestam contas? como o cidadão que paga os serviços sabe o montante de dinheiro investido?

Justamente em um momente em que mais se fala em "Portal da Transparência", em transparência na administração pública, e é justamente isso que falta em muitas áreas que envolvem o dinheiro público.

Talvez o presidente Jair Bolsonaro esteja apenas "dando o gostinho" ao cidadão para ter o direito de estar mais livre e, quando as empresas e o dinheiro público forem aplicados com mais transparência, o serviço possa voltar futuramente, mas por enquanto, o presidente quer desnburocratizar o Brasil e não adianta alegar que "pessoas vão morrer por falta dos radares", quando quem está morrendo na verdade é a credibilidade do serviço público ao não prestar contas do dinheiro e de tudo que se arracada por esse Brasil a fora.

DiárioCG na Política: Pré-candidatos, uso da máquina e vem novidades?

* Com a aproximação das eleições municipais, os pré-candidatos a vereador estão começando a investir em comunicação e o que tem de perfil novo no Facebook pedindo para adicionar "novos amigos", não é brincadeira. Os internautas estão até reclamando e dizendo que: entra ano, sai ano, e a classe política não muda. Só procura o povo quando a eleição se aproxima.

* Falando em candidato, o Ministério Público Eleitoral precisa ficar atento para nomes conhecidos que, qualquer um sabe, que serão candidatos e, podemos estar enganados, mas estão usando a máquina pública para fazer pré-campanha. Isso é visível nos eventos, nas reuniões e até mesmo nos discursos. Esses dias, em um evento oficial de um órgão, as conversas de bastidores eram: "você está certinho meu irmão, tem que usar esse tipo de ação para fazer público, cadastrar essa galera, e é assim que você vai chegar lá". Imaginem se alguém grava isso e coloca nas mãos da Justiça Eleitoral?

* Campo Grande deve ter, pelo jeito, 20 pré-candidatos a prefeito. Muita gente já se lançou como pré-candidato a prefeito, mas especialistas em marketing dizem que tudo não passa de gente querendo "valorizar o passe". Quando mais valorizado, mais caro é o apoio. Mas entre os nomes anunciados, temos que reconhecer que uma boa parte tem realmente concidções morais e profissionais de assumir a cadeira no Paço Municipal.

* Mato Grosso do Sul vive um momento de ter, de fato, três líderes que se destacaram nos bastidores da política. Não se pode negar que "os caras da vez" são Sérgio de Paula, Carlos Alberto Assis e Antônio Lacerda. Dois nomes do Governo do Estado e um da Prefeitura de Campo Grande. Tudo que se pensa de projeto que dá certo, passa nas máos desse trio. E eles já estão aruando juntos, ou seja, praticamente imbatível em todas as circunstâncias.

* Os profissionais de saúde parecem não estar satisfeitos com a realidade de mercado. Estão se sentindo desvalorizados, desmotivados e abandonados por quem um dia lhe prometeu o céu. Acontece é que a história está mudando e, pelo que ficamos sabendo, as reuniões que estão acontecendo já provam que essa turma terá uma nova representante no legislativo, uma pessoa que sabe a dosagem do planejamento, da humildade e do compromisso. Os profissionais de saúde merecem e já compraram a ideia.

* As notícias envolvendo os hospitais de Mato Grosso do Sul, em relação a recursos financeiros, elevam a moral do atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Não adiantam por mais que alguns reclamam aqui, outros ali, ele tem priorizado o Estado no envio de recursos. Mandetta fez compromisso com os sul-mato-grossenses e os números já comprovam que é o melhor ministro dos últimos 20 anos.
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