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Agosto verde: Programa Vida Saudável fala sobre leishmaniose

Todo mês de agosto é tempo de falar mais sobre a Leishmaniose, por meio da campanha Agosto Verde, que alerta sobre os perigos da doença, como fazer...

18/08/2023 às 07h55
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
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Programa é transmitido pela Radio ALEMS
Programa é transmitido pela Radio ALEMS

Todo mês de agosto é tempo de falar mais sobre a Leishmaniose, por meio da campanha Agosto Verde, que alerta sobre os perigos da doença, como fazer a prevenção e cuidados em caso de contaminação do animal.Por isso o programa Vida Saudável da Rádio ALEMS, que vai ao ar nesta sexta-feira (18), conversa com a médica veterinária Ana Atália Lucas da Silva, que na oportunidade fala sobre esse tema, que é considerado de grande relevância para saúde das pessoas e dos pets.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam cerca de 1 milhão de casos de leishmaniose por ano. Dentre eles, aproximadamente 20 mil resultam em óbito. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2011 e 2020 foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose, com uma média de 3,3 mil por ano. A patologia está presente em todas as regiões do país, sendo a leishmaniose visceral predominante em algumas localidades.

Durante o bate-papo a médica veterinária Ana Atália Lucas da Silva, explica que a leishmaniose é uma doença infecciosa e não contagiosa, ou seja, ela não pega por contato e preciso do flebotomíneo(mosquito-palha) para que haja infecção. “Essa doença é transmitida pelo mosquito-palha, mas somente a fêmeatransmitir a doença. Os cães são os principais hospedeiros da leishmaniose no Brasil. No entanto, gatos e humanos também podem ser infectados”, explica a especialista.

A médica veterinária pontua que a nossa região é muito favorável para proliferação do mosquito-palha devido ao clima tropical, além da parte sanitária que contribui para o aumento do inseto e a falta de saneamento básico. “Por isso é importante mantermos o nosso ambiente higienizado, mantermos as consultas de rotina com o médico veterinário, para que seja feito o diagnóstico precoce da doença. Também é possível fazer a prevenção com uso de coleiras repelentes ou inseticidas, pipetas e spray. Tudo isso evita que o flebótomo pouse no animal e ocorra a transmissão. É importante ressaltar a leishmaniose tem tratamento”.

Quanto os imunizantes que previne a doença, a médica veterinária destaca que já foram produzidas vacinas contra a leishmaniose, porém seu uso está suspenso pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O motivo foram "desvios" de conformidade detectados em lotes do produto. A Leish-Tec era o único imunizante contra a leishmaniose registrado pelo Mapa e em comercialização no Brasil.

Durante o bate-papo a médica veterinária também falou a  respeito da diferença da leishmaniose zoonótica e antroponótica, o que diferencia um cão transmissor de um portador da leishmaniose, entre outros assuntos. A entrevista completa você confere no link da Rádio ALEMS, clicando aqui .

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