ICMS cobrado pelos Estados eleva preço da gasolina e pequenos negócios podem fechar

Pequenos empresários estão entre os que mais sofrem com esse preço salgado tanto dos impostos cobrados pelo Governo Federal quanto do valor cobrado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Por Redação 24/02/2018 - 00:27 hs
Foto: Reprodução
ICMS cobrado pelos Estados eleva preço da gasolina e pequenos negócios podem fechar
Tabela que assusta - valor dos impostos da gasolina

Se o preço da gasolina no Mato Grosso do Sul está judiando da população, imagina do empresário? Isso porque foi anunciado já neste de 2018 uma sequência de aumentos.

Neste mês de fevereiro, o preço do combustível em Campo Grande já chega a 15% e quase 20% de peso na inflação. Em todos os estados, a maior fatia de imposto no preço na gasolina é chamada de ICMS - Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, e quem adivinha quem fica com todo esse montante arracadado? Sim, fica com o Governo Estadual.

Em Mato Grosso do Sul, a alíquota do ICMS da gasolina é 17%. O valor é o mais comum praticado no país. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), um levantamento feito entre 11 a 17 de fevereiro de 2018, a média do preço de venda da gasolina praticada em Campo Grande (MS) é de R$ 3,98, mas o preço média ultrapassa R$ 4,10.

Pequenos empresários estão entre os que mais sofrem com esse preço salgado tanto dos impostos cobrados pelo Governo Federal quanto do valor cobrado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Os investimentos no Estado vem acontecendo, porém por um outro lado, a população, mais precisamente os trabalhadores, estão sofrendo para andar de carro em todos os sentidos. "É uma vergonha essa situação. Estamos trabalhando apenas para pagar a gasolina do mês. Será que ninguém está vendo isso? onde estão os governantes? por que esse preço é tão alto? Nosso Estado e nosso país está ficando terra de gente rica, onde o cidadão da classe média e o pobre não consegue mais andar de carro e quando anda de moto, morre atropelado nesse trânsito maluco", disse um trabalhador que presta serviço para o governo e por isso prefere não se identificar.

Segundo ele, o gasto médio da empresa em que trabalha é de quase R$ 2.000,00 mensais. "Não muito longe da de 2018, já chegamos a pagar R$ 1.300,00 e olha hoje a diferença", desabafa.

Realmente. Para quem a pouco tempo tinha R$ 1.300,00 de despesas mensais com gasolina, hoje esse valor saltou para R$ 2.000,00, e a diferença de R$ 700,00 poderia ser investida em qualificação para os colaboradores, ou até mesmo dar um aumento salarial digno à equipe.

Em conversa com um empresário, na verdade um pequeno empresário, "no último mês de dezembro, foi a primeira vez em 12 anos que não consegui dar uma cesta básica e de natal para a minha equipe de 7 pessoas, pois se eu não controlar os gastos, terei que demitir em breve", diz o empreendedor, com o sentimento de revolta com o preço cobrado sobre a pauta fiscal principalmente do diesel.

A situação é difícil e parece não melhorar. Os investimentos anunciados pelo Governo de Mato Grosso do Sul são no ramo da tecnologia, abertura de novas indústrias, incentivos ao homem do campo, mas em se tratando da pauta fiscal de alguns setores, até o momento não foi anunciado.

Se não houver um trabalho alinhado entre governantes e os setores que representam os trabalhadores e empreendedores, é bem provavel que pequenos negócios não conseguirão se manter tendo despesas elevadas com combustíveis. Muitos pequenos negócios fazem entregas, transportam, e tudo isso dentro da cidade, onde o consumo é ainda maior, devido a baixa velocidade e a constante força que os veículos executam em marcha alta.

O calor e a mudança constante do clima em Campo Grande prejudica ainda mais os gastos, uma vez que funcionários e motoristas, até mesmo por recomendação das empresas, andem no ar condicionado, garantindo assim o bem estar da equipe. 

Confira a alíquota de imposto do ICMS em todo o país:

Tabela ICMS de alíquotas em cada Estado

Cada Unidade Federativa do país possui a sua própria tabela interna para a circulação de produtos e serviços nas operações interestaduais. Confira os valores:

ICMS no Acre – 17%

ICMS em Alagoas – 18%

ICMS no Amazonas – 18%

ICMS no Amapá – 18%

ICMS na Bahia – 18%

ICMS no Ceará – 18%

ICMS no Distrito Federal – 18%

ICMS no Espírito Santo – 17%

ICMS em Goiás -17%

ICMS no Maranhão – 18%

ICMS no Mato Grosso – 17%

ICMS no Mato Grosso do Sul – 17%

ICMS em Minas Gerais – 18%

ICMS no Pará – 17%

ICMS na Paraíba – 18%

ICMS no Paraná – 18%;

ICMS em Pernambuco – 18%

ICMS no Piauí – 18%;

ICMS no Rio Grande do Norte – 18%

ICMS no Rio Grande do Sul – 18%

ICMS no Rio de Janeiro – 20%

ICMS em Rondônia – 17,5%

ICMS em Roraima – 17%

ICMS em Santa Catarina – 17%

ICMS em São Paulo – 18%

ICMS em Sergipe – 18%

ICMS no Tocantins – 18%