Intervenção federal nas fronteiras: tema ganha força no encontro de governadores

Governadores do Consórcio Brasil Central (MS, MT, GO, DF, RO, TO e MA) cobram do Governo Federal a presença maciça das Forças Armadas e de tropas federais nas fronteiras do País.

Por Redação 06/08/2017 - 13:16 hs
Foto: Reprodução
Intervenção federal nas fronteiras: tema ganha força no encontro de governadores
Governador discursa no evento

Governadores do Consórcio Brasil Central (MS, MT, GO, DF, RO, TO e MA) cobram do Governo Federal a presença maciça das Forças Armadas e de tropas federais nas fronteiras do País. Nesta sexta-feira (4.8), o assunto foi discutido por integrantes do bloco em Campo Grande. Para os governadores, a medida é fundamental no combate ao crime organizado, que atinge os grandes centros do Brasil como São Paulo e Rio de Janeiro.

“Queremos fortalecer com a União aquilo que falei com o presidente Michel Temer na última segunda-feira (31 de julho): queremos uma unidade entre o Governo Federal e os estados na fronteira do Brasil para trabalharmos juntos, policiais estaduais e federais, para diminuirmos a entrada de armas e drogas no Brasil”, destacou Reinaldo Azambuja.

O governador sul-mato-grossense esteve em Brasília (DF) nesta semana para entregar ao presidente o documento “Importância dos Investimentos em Segurança Pública nas Fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Bolívia”, que mostra, em dados estatísticos, a fragilidade da segurança nas fronteiras e reforça o pedido do envio das tropas federais a Mato Grosso do Sul. Na oportunidade, o presidente se comprometeu em enviar uma Comissão formada por integrantes dos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública para verificar a situação nas fronteiras.

Apoio

Presidente do Consórcio Brasil Central, o governador Marconi Perillo (Goiás) revelou que defende a presença federal nas fronteiras há pelo menos quatro anos. “Eu apoio integralmente essa iniciativa do governador Reinaldo Azambuja. Os estados não podem continuar arcando sozinhos com a responsabilidade das fronteiras que são nosso maior problema de segurança”, afirmou.

Para ele, grande parte dos crimes cometidos no Brasil está ligada às drogas e armas contrabandeadas. “Defendo que um terço do efetivo das Forças Armadas possam ser deslocados para as fronteiras, em água, ar e terra. As drogas e armas entram pelos países vizinhos e os governos estaduais não têm condições de controlar. Se nós conseguirmos fechar minimamente as fronteiras do Brasil nós vamos reduzir o fluxo de drogas e de armas fortemente aqui no País”, completou Perillo.